Comerciários
SINDECCD - Sindicato dos Empregados no Comércio, Bens e Serviços
CAMAÇARI E DIAS D'ÁVILA - BA
(71)3027-3597
Redução da jornada e mais tempo livre para descanso e convivência familiar são duas lutas históricas da classe trabalhadora, no mundo todo.
Foi essa luta que deu origem ao 1º de Maio. Em resumo, a história é a seguinte: em 1886, os trabalhadores de Chicago, nos Estados Unidos, fizeram greve para conseguir a jornada de oito horas. Eles trabalhavam até 16 horas por dia.
Por que oito horas? Para dividir o dia da seguinte forma: oito horas de trabalho, oito horas de sono e descanso e oito horas dedicadas ao estudo, ao lazer e à vida familiar.
A greve de Chicago foi duramente reprimida pela polícia, a mando dos patrões. Vários de seus líderes acabaram enforcados. Por isso, entraram para a história como “Os Mártires de Chicago”.
Getúlio – No Brasil, a jornada não tinha limites. Com a Revolução de 1930, o presidente Getúlio Vargas fixou a jornada máxima semanal em 48 horas.
Mas a luta não parou.
Quando veio a Assembleia Nacional Constituinte, com muita luta e mobilização, conseguimos reduzir a jornada para 44 horas. Mas nossa bandeira eram as 40 horas semanais. A Constituição foi promulgada em 1988.
Vários constituintes votaram pelas 40 horas, porém a bancada patronal nos derrotou. Entre os constituintes do nosso lado estavam Luiz Inácio Lula da Silva e Paulo Paim.
Paim cumpre agora seu último mandato como senador. É um aliado constante da classe trabalhadora. Tanto assim que, em 2015, apresentou a PEC 148/2015 (Proposta de Emenda à Constituição), que propõe o limite de 40 horas semanais, com escala 5×2, sem redução salarial.
Desde 2019, o senador gaúcho batalha em prol da PEC 221/2019, que está no Senado, para acabar com a escala 6×1, reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais e garantir dois descansos semanais remunerados.
VAT/2024 – Essa luta ganhou força em 2024, por meio do movimento VAT (Vida Além do Trabalho). O movimento foi fundado no Rio de Janeiro pelo ex-balconista e atual vereador Rick Azevedo (PSOL), mobilizando trabalhadores nas redes sociais e nas ruas. Rick acaba de ser eleito deputado federal, com mais de 191 mil votos.
Direita – Por que não avançamos e tornamos lei o fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas? Porque a bancada patronal no Congresso Nacional vota contra, sempre impedindo esse avanço.
Agora estamos a um passo de aprovar no Senado o fim da escala 6×1 e a jornada de 40 horas. Essa matéria tem apoio integral do movimento sindical e do próprio presidente Lula, que vem se empenhando pessoalmente pela aprovação. Esperamos vencer a resistência da direita e garantir esses dois avanços altamente benéficos à classe trabalhadora.
Fenepospetro – Nossa Federação sempre apoiou o fim da escala 6×1 e a redução da jornada para 40 horas semanais. O presidente Eusébio Luis Pinto Neto afirma: “Todas as direções sindicais da categoria estão empenhadas nessa batalha. Estou muito confiante, porque o parlamentar que votar contra vai sofrer imenso desgaste político”.
Nosso presidente também ressalta os ganhos para a saúde. Ele diz: “Com dois dias de folga e jornada de 40 horas semanais, a vida do trabalhador vai melhorar muito. E a própria saúde da pessoa sofrerá menos desgaste. Ou seja, toda a família ganha. E, quando a família se beneficia, o País inteiro ganha”.
MAIS – Sites das Centrais Sindicais
♦