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Trabalho - os retrocessos que Flávio Bolsonaro propõe

Centrais sindicais acompanham debate no Senado pelo fim da escala 6×1 e defendem redução da jornada de trabalho sem redução salarial

Representantes das centrais sindicais acompanham, nesta quarta-feira (7), no Senado Federal, o debate sobre o fim da escala 6×1 e redução da jornada. A mobilização reúne dirigentes sindicais em Brasília para fortalecer uma das principais reivindicações atuais dos trabalhadores: trabalhar menos horas, sem qualquer redução dos salários.


O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, destaca que reduzir a jornada representa avanço social e melhora diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores brasileiros.



“Defendemos o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial. O trabalhador precisa ter mais tempo para viver, descansar e conviver com sua família”, afirma Miguel Torres.



Além disso, as centrais defendem que os ganhos de produtividade e os avanços tecnológicos também beneficiem trabalhadores, garantindo melhores condições laborais, saúde, descanso e convivência familiar.


Centrais defendem mudança histórica


O presidente da CUT, Sérgio Nobre, ressalta que a proposta resulta da construção coletiva, diferentemente das mudanças promovidas pela reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017.



“O texto é fruto de muita negociação política, muito diálogo social. Não se trata de uma mudança abrupta”, afirma Nobre durante debate realizado anteriormente no Senado.



Segundo ele, a reforma trabalhista promoveu profundas alterações na organização do trabalho brasileiro sem ouvir adequadamente as entidades representativas e organizações da classe trabalhadora.


Por sua vez, o vice-presidente da CTB, Ubiraci Dantas, destaca o caráter histórico da mobilização sindical para diminuir o tempo dedicado pelos brasileiros ao trabalho.



“O trabalhador brasileiro já esperou 38 anos, esperou demais, e o Senado tem uma escolha histórica”, declarou Bira.



O dirigente acrescenta que os ganhos proporcionados pelo desenvolvimento tecnológico precisam retornar aos trabalhadores na forma de descanso, saúde, estudo, cultura e maior convivência familiar.


Saúde e qualidade de vida


Já o presidente da UGT, Ricardo Patah, relaciona diretamente a redução da jornada de trabalho à proteção da saúde física e mental dos trabalhadores brasileiros.



“Há muitos problemas relacionados a essa escala. Além de sobrecarregar o sistema de saúde, o trabalhador que não estiver doente fisicamente ou psicologicamente terá mais produtividade”, afirma.



Para Patah, portanto, a mudança ultrapassa o debate estritamente trabalhista e alcança outra dimensão fundamental para toda sociedade. “A redução da jornada é uma questão de saúde pública.”


A participação conjunta das centrais reforça a unidade sindical em torno de uma pauta que ganhou apoio social e avançou no debate político nacional.


Mobilização continua no Congresso


As centrais defendem que o Congresso avance na redução da jornada sem redução salarial, assegurando duas folgas semanais e melhores condições para milhões de trabalhadores brasileiros.


Para o movimento sindical, diminuir o tempo de trabalho também significa distribuir os ganhos de produtividade, estimular empregos e permitir maior participação dos trabalhadores na sociedade.


Agora, dirigentes intensificam o diálogo com parlamentares para transformar a mobilização construída nas ruas e locais de trabalho em uma conquista concreta para toda classe trabalhadora.



“A unidade das centrais é fundamental. Vamos continuar mobilizados e dialogando com o Congresso para conquistar uma jornada mais humana e justa”, reforça Miguel Torres.



 


 


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